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Concurso #3.807

18/10/2026

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Próximo Sorteio AO VIVO

R$ 2.000.000

prêmio estimado

Sorteio em

19/10/2026 · 21:00 (Brasília)

Estimativa oficial da Caixa. Pode alterar até a apuração.

Segunda a sexta e domingo · Aposta simples R$ 3,50

Repetidas do Concurso Anterior na Lotofácil: Por que a Regra dos 9 Não É Estratégia

Como ler estas estatísticas

As estatísticas abaixo mostram o que já aconteceu nos sorteios passados da Lotofácil. Servem como curiosidade e entretenimento. Nenhuma aumenta a sua chance de ganhar, porque cada sorteio é aleatório e independente do anterior.

Análise baseada nos 3.806 pares de concursos consecutivos da Lotofácil (3.807 sorteios), o mais recente em 18/10/2026 (concurso #3.807).

A Regra dos 9

O folclore da Lotofácil manda "repetir 9 dezenas do último concurso": quem monta o jogo assim busca uma quantidade específica de repetição com o resultado anterior, como se isso fosse uma estratégia.

Dezenas repetidas entre concursos consecutivos (3.806 pares)

0 repetidas 0,0% (0)
1 repetidas 0,0% (0)
2 repetidas 0,0% (0)
3 repetidas 0,0% (0)
4 repetidas 0,0% (0)
5 repetidas 0,0% (1)
6 repetidas 1,4% (52)
7 repetidas 9,3% (353)
8 repetidas 24,6% (935)
9 repetidas 32,4% (1.234)
10 repetidas 22,0% (839)
11 repetidas 8,4% (318)
12 repetidas 1,7% (65)
13 repetidas 0,2% (8)
14 repetidas 0,0% (1)
15 repetidas 0,0% (0)

Repare que a distribuição começa em 5, não em 0: escolhendo 15 dezenas de 25 duas vezes seguidas, a sobreposição nunca pode ser menor que 2 × 15 − 25 = 5. É geometria de conjuntos, não uma descoberta desta análise — mas explica por que ninguém nunca viu um concurso repetir menos de 5 dezenas do anterior.

Por que 9 é a Média Inevitável

Esperança teórica 9,00 15 × 15/25
Média real 8,98 de 15 dezenas por concurso

Escolher 15 dezenas de 25 duas vezes seguidas (o concurso anterior e o atual) tem esperança matemática de 15 × 15/25 = 9,00 dezenas repetidas — um número exato, não arredondado. A média real do histórico, 8,98, fica coladinha nesse valor, e o valor mais comum é exatamente 9 repetidas, em 32,4% dos concursos. A superstição "repita 9" não descreve um padrão: descreve a média que o acaso já produz sozinho.

Um Terço do Jogo Inteiro

Seguir a regra dos 9 não estreita a sua escolha quase nada. O conjunto de combinações que repetem exatamente 9 das 15 dezenas de um concurso dado é C(15,9) × C(10,6) = 1.051.050 combinações, de 3.268.760 possíveis: 32,15% de todas as combinações da Lotofácil.

"Repetir 9" não é estratégia: é a descrição de um terço do jogo inteiro. Ao contrário de "jogar só datas de aniversário" (que cabe numa fatia pequena e específica do volante), a regra das repetidas é ampla demais pra concentrar apostas numa faixa estreita de combinações — e é exatamente por isso que ela não devia deixar rastro nenhum na taxa de ganhadores, ao contrário do que a seção seguinte testa.

Testamos a Aglomeração Aqui, e Não Achamos Nada

O mesmo método que mediu a aglomeração das datas de aniversário na Mega-Sena e na Quina roda aqui: cruzamos quantas dezenas cada concurso repetiu do anterior com quantos ganhadores de 15 pontos ele teve. Se a crença das repetidas concentrasse apostas do jeito que as datas concentram, sorteios com o número "popular" de repetidas teriam mais gente ganhando junto.

Taxa de sorteios com ganhador, por nº de dezenas repetidas (97% dos pares, faixa de 7 a 11 repetidas)

7 repetidas 87,8% (310 de 353)
8 repetidas 87,6% (819 de 935)
9 repetidas 87,0% (1074 de 1.234)
10 repetidas 86,3% (724 de 839)
11 repetidas 86,5% (275 de 318)

Chapado: de 7 a 11 repetidas, a taxa de sorteio-com-ganhador varia só 1,5 pontos percentuais (86,3% a 87,8%), contra a taxa geral de 87,2%. Essas 5 faixas concentram 97% de todos os 3.806 pares. Não existe degrau: nem no 9 (o valor "popular"), nem em nenhum vizinho.

O silêncio aqui não é um resultado pobre: é o que valida, ao contrário, o efeito medido nas datas de aniversário. O mesmo método detecta aglomeração forte quando ela existe de verdade ( Mega-Sena e Quina, onde jogar só datas concentra apostas numa fatia pequena do volante) e fica em silêncio quando a crença é ampla demais pra concentrar qualquer coisa, como aqui. Um método que "acha padrão em qualquer lugar" seria inútil; um que mede zero onde a matemática prevê zero e mede um efeito grande onde a matemática prevê concentração é uma medição, não um garimpo de correlação.

Os Extremos da Distribuição

Nas pontas da distribuição — poucos pares, e um resultado chamativo: 6 repetidas (52 pares) teve ganhador em 100,0% deles, 13 repetidas (8 pares) também em 100,0%, e o único par com 14 repetidas teve ganhador também.

"100%" de uma amostra pequena não quer dizer a mesma coisa em todo lugar. Sob a taxa geral de 87,2% (a hipótese de que repetidas não importa), a chance de TODOS os 8 pares do bucket de 13 repetidas terem ganhador, só por acaso, é 33,4% — comum, não chama atenção. O par único de 14 repetidas é ainda menos informativo: uma amostra de tamanho 1 não prova nada, seja qual for o resultado. Nenhum dos dois entra como achado: a amostra é pequena demais.

O bucket de 6 repetidas é diferente: com 52 pares, a chance de TODOS terem ganhador só por acaso, sob a mesma taxa geral, é de apenas 0,1%. Essa conta vale para uma faixa escolhida de antemão, e não foi isso que fizemos: olhamos as 10 faixas da distribuição e destacamos a que mais chamou atenção, o que torna o achado bem menos improvável do que parece. Procurar em 10 faixas e encontrar um resultado de 1 em 1.236 acontece em torno de 0,8% das vezes. Continua sendo incomum, e continua sem explicação, mas não é o 1 em 1.236 que o número isolado sugere.

Isso também não é artefato do crescimento do volume de apostas ao longo dos anos (o mesmo teste que fizemos nas datas de aniversário): partindo a série em duas metades iguais por índice de concurso, a primeira teve 23 de 23 pares do bucket de 6 com ganhador (100,0%), contra uma taxa geral de 92,9% naquela metade; a segunda teve 29 de 29 (100,0%), contra 81,6% na sua. Não é um efeito recente: o bucket aparece cheio nas duas metades, acima da própria base de cada uma.

Sem meias palavras: não sabemos por que o bucket de 6 repetidas nunca teve um concurso sem ganhador. A média de ganhadores nesse grupo (4,04) é só um pouco acima da média geral (3,29) — bem menor que o salto visto nas datas de aniversário, então não é o mesmo tipo de aglomeração. Não inventamos explicação pra isso, e não escondemos o número: fica registrado aqui, sem resposta, até que a base cresça o bastante pra dizer se é coincidência de amostra pequena ou algo real.

Repetidas do Concurso Anterior

Média histórica 8,98 esperado teórico: 9 · 3.806 pares de concursos
Mais comum 9 repetidas em 32,4% dos concursos

Quem persegue "quantas bateram com o último" está atrás da média estatística inevitável: escolhendo 15 dezenas de 25 duas vezes seguidas, o esperado matemático é 15×15/25 = 9 repetidas, bem perto do valor mais comum no histórico. Repetir muitas ou poucas dezenas do concurso anterior não é sinal de nada: cada sorteio é independente.

Distribuição das repetidas por concurso

5 repetidas 0,0% (1)
6 repetidas 1,4% (52)
7 repetidas 9,3% (353)
8 repetidas 24,6% (935)
9 repetidas 32,4% (1234)
10 repetidas 22,0% (839)
11 repetidas 8,4% (318)
12 repetidas 1,7% (65)
13 repetidas 0,2% (8)
14 repetidas 0,0% (1)

Últimos concursos

  • #3807 vs #3806 10 repetidas
  • #3806 vs #3805 10 repetidas
  • #3805 vs #3804 8 repetidas
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  • #3803 vs #3802 10 repetidas
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  • #3801 vs #3800 10 repetidas
  • #3800 vs #3799 10 repetidas
  • #3799 vs #3798 10 repetidas
  • #3798 vs #3797 12 repetidas

Só por curiosidade. Entre dois concursos seguidos, o esperado matemático é repetir 9 das 15 dezenas (15×15/25); no histórico, a média real é 8,98 e o valor mais comum é exatamente 9 repetidas (32,4% dos concursos). Isso não é um padrão nem uma dica: é só a aritmética de sortear 15 números de 25 duas vezes seguidas. Repetir muitas ou poucas dezenas do concurso anterior não muda a sua chance de ganhar: toda combinação tem a mesma probabilidade.

Popularidade e o Risco de Dividir o Prêmio

Nas datas de aniversário, existe um argumento estatístico honesto: jogar só datas concentra apostas numa faixa estreita do volante, e isso aumenta a chance de dividir o prêmio (nunca de ganhar). Aqui é diferente, e vale dizer sem rodeios: "repetir 9 dezenas" cobre 32,15% de todas as combinações da Lotofácil — ampla demais pra concentrar apostas em qualquer faixa específica. Testamos e não achamos efeito na taxa de ganhadores. Ao contrário das datas de aniversário, não há aqui indício de risco extra de dividir o prêmio: a crença é vaga demais pra isso.

Só por curiosidade — e aqui vale uma diferença importante em relação às datas de aniversário. Repetir dezenas do concurso anterior não muda a sua chance de ganhar: toda combinação tem exatamente a mesma probabilidade de sair, sempre. A regra popular de "repetir 9 dezenas" também não é como evitar combinações de datas: ela cobre cerca de um terço de todas as combinações possíveis da Lotofácil, ampla demais pra concentrar apostas numa faixa estreita. Testamos e não achamos diferença na taxa de ganhadores entre repetir poucas ou muitas dezenas do concurso anterior: ao contrário das datas de aniversário, aqui não há indício de risco extra de dividir o prêmio.

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